Ansiedade de separação: alerta para sinais e cuidados com pets
Com o retorno ao trabalho presencial e as mudanças na rotina após a pandemia, cresce o número de cães e gatos que apresentam sinais de ansiedade de separação — um distúrbio comportamental que compromete o bem-estar físico e emocional dos animais.
Estudos comportamentais indicam que entre 14% e 20% dos cães domésticos sofrem com o problema. Em gatos, os sintomas também ocorrem, embora de forma mais sutil.

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Segundo Francis Flosi, médico veterinário e diretor geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, ao lado do diretor acadêmico da instituição José Carlos Feo, alterações bruscas na rotina dos responsáveis pelos animais, como longos períodos fora de casa ou viagens frequentes, estão entre os principais gatilhos da ansiedade de separação.
“O animal pode desenvolver um quadro intenso de estresse ao perceber a ausência do responsável. Isso vai além do comportamento e pode gerar impactos físicos, como distúrbios gastrointestinais, queda da imunidade e comportamentos destrutivos”, explica Flosi.
Nos cães, os sinais mais comuns incluem latidos, choros ou uivos excessivos, destruição de objetos, inquietação, tentativas de fuga e eliminação inadequada de urina ou fezes. Já nos gatos, os sintomas podem envolver miados intensos, marcação fora da caixa de areia, automutilação, lambedura compulsiva ou isolamento prolongado.

De acordo com o médico veterinário, a prevenção e o manejo adequado passam por uma rotina previsível, estímulos físicos e mentais, dessensibilização gradual à ausência dos responsáveis, além do acompanhamento com médicos veterinários comportamentalistas. Em alguns casos, o uso de feromônios sintéticos pode auxiliar na redução da ansiedade e na sensação de segurança do animal.
“Com orientação profissional e cuidados adequados, é possível minimizar os efeitos da ansiedade de separação e garantir mais equilíbrio, saúde e qualidade de vida aos pets”, conclui Francis Flosi.
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